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Deixar registrado aqui essa fase da minha vida. Difícil, talvez a pior, mas como tal já passou. Conheço meu inimigo, portanto nunca subestimo o Câncer. Esse mal é traiçoeiro, e como!!! Não valorizo a sua passagem muito menos o seu fantasma. Não deixo de viver um dia sequer, grata a Deus que me concebe, feliz por ser a mulher forte que sou. Ando com Fé, e bola pra frente. A vida não para e eu também não.

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6 de agosto de 2010

CABELO, CABELEIRA, CABELUDA, DESCABELADO...


Quando a professora canadense Debbie Watters descobriu que tinha câncer de mama, em 2002, a primeira coisa que passou por sua cabeça foi como dar a notícia aos filhos. Mãe de Haydn, à época com 7 anos, e Emmet, 8, ela decidiu, com o marido, Shawn, que falaria com eles da forma mais honesta possível. Debbie procurou nas lojas um livro que a ajudasse a conversar sobre câncer com as crianças. A busca foi em vão. O jeito foi inventar, sozinha, uma forma de dizer a verdade sem chocá-las.


A solução encontrada pela professora foi fazer uma festa de “despedida do cabelo”. Vinte amigos íntimos e familiares foram convidados para a comemoração, realizada no jardim da casa de Debbie. Como sabia que faria quimioterapia e que seus cabelos cairiam, a ideia da professora era criar nos filhos uma impressão positiva em relação à sua futura aparência. “Achei que, se minhas crianças vissem que todos meus amigos achavam ok o fato de eu estar careca, elas também encarariam isso tranquilamente”, afirmou Debbie à publicação mensal do Juravinski Cancer Centre Foundation, organização canadense voltada à pesquisa sobre câncer, onde a professora fez o tratamento.

Uma das convidadas foi a fotógrafa Sophie Hogan, amiga de Debbie. Todos os momentos da “festa da careca” foram registrados. Shawn, Emmet e Haydn entraram na brincadeira e também passaram a máquina na cabeça. A família inteira deu adeus aos cabelos. Ao ver as imagens, ela teve uma ideia: se as fotografias ajudariam seus filhos a lidar com o tratamento, elas também poderiam ser úteis a outras crianças que passam pela mesma situação. Na hora, resolveu escrever um livro infantil sobre a fase que enfrentava. Foi assim que surgiu Aonde foi parar o cabelo de mamãe? A jornada de uma família no combate ao câncer, editado no Brasil pela Callis.

Debbie e Sophie passaram a registrar todo o tratamento. Mesmo no hospital, fazendo exames ou quimioterapia, ela era clicada. Para falar com o público infantil — com o qual está familiarizada, já que trabalha com turmas de alfabetização —, a escritora optou por narrar sua trajetória sob a perspectiva dos dois filhos. Quando terminou o tratamento quimioterápico, Debbie fez outra festa. Desta vez, para comemorar a volta do cabelo. É uma história com final feliz.

Foi por acaso que a coordenadora editorial da Callis, Miriam Gabbai, descobriu o livro de Debbie Watters. Ela tinha uma visita marcada com um editor que se atrasou e resolveu olhar as publicações da editora ao lado. “Me deu um nó na garanta. Comecei a pensar como devia ser difícil para a criança saber que os pais estão com câncer. Eu nunca tinha parado para pensar sobre isso”, conta. Mesmo achando que seria complicado comercializar o livro, ela resolveu trazê-lo para o Brasil. “As pessoas ainda têm muito preconceito com o câncer, evitam até falar o nome da doença”, diz Miriam. “Mas resolvemos dar a elas essa opção, uma sugestão de como tratar o assunto.”

Vilzenir recebe o apoio da filha Loyane: A transparência é parte fundamental do tratamento

Inclusão

Psiconcologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz aconselha que todos os pais façam como Debbie Watters e conversem com os filhos sobre o câncer, por mais doloroso que pareça o processo. “O câncer ainda gera um impacto grande nas pessoas. As primeiras palavras que vêm à cabeça são morte e sofrimento”, reconhece. “Tenho muitos pacientes que escondem de todo mundo. Mas isso gera uma solidão enorme. Os que optam por compartilhar com a família se sentem melhor”, diz.

De acordo com a terapeuta, esconder a doença da criança pode fazer com que os pequenos se sintam excluídos e mesmo culpados. A oncologista Luci Ishii, presidente da Associação Brasiliense de Apoio ao Paciente com Câncer (Abac Luz), concorda. “A criança pode fantasiar. Já teve um caso que uma menina pensou que o cabelo da mãe tinha caído por causa dela. Ela disse: ‘Fiquei com raiva da minha mãe porque ela não me deu um doce e eu torci para acontecer uma coisa ruim com ela’”, relata a médica.
Luciana Holtz recomenda que os pais falem a verdade com os filhos e com toda a comunidade que os cerca, principalmente os professores. A especialista explica que não é preciso entrar em detalhes com as crianças, mas contar a elas que há uma doença na família e quais as consequências que virão. “A mãe pode dizer que está doente, por isso vai tomar remédio, que o cabelo vai cair, mas vai crescer depois. Tem crianças que pedem para a mãe usar peruca, outras pedem para não usar porque gostam de passar a mão na cabeça da mãe”, conta a psiconcologista.

Os longos cabelos louros de Ana Paula Guerra Nogueira, 38 anos, eram a paixão da filha mais nova, Suewa, 5. “Eu sou a Barbie dela”, brinca a empresária de Rondônia. Porém, devido a um câncer de mama descoberto no ano passado, ela teve de dar adeus às madeixas. No dia em que soube que tinha um tumor maligno, Ana Paula conta que logo se preocupou com crianças. “A primeira coisa que pensei foi nos meus filhos. Tenho dois para criar. Dá um desespero, mas depois a gente vai se acalmando”, diz. Ela também é mãe de Sidney, 9 anos.

A cirurgia e o tratamento foram feitos na capital paulista. No dia da operação, ela pediu que o marido levasse as crianças ao hospital para explicar a elas o que estava acontecendo. “Nunca menti para os meus filhos. Falei: ‘A mamãe está dodói e vai fazer um tratamento longo’”, conta. Quando teve início a quimioterapia, os cabelos de Ana Paula começaram a despencar. “Eu já estava preparada para isso. Raspei a cabeça e coloquei uma peruca igualzinha”, diz. Os filhos, porém, não sabiam que ela estava careca. “Enganá-los estava me dando muita agonia. Eu sempre tive liberdade total com eles e nunca tranquei a porta do banheiro mas, por causa da peruca, tinha de trancar quando tomava banho. E eles ficavam perguntando o porquê”, relata.

Um dia, a empresária resolveu chamar os dois para uma conversa franca. “Expliquei que, para ficar boa, tive de fazer um tratamento e que por causa dele o cabelo caiu. Mas também lembrei que ia crescer de novo”, conta. Quando tirou o turbante, Suewa ficou com os olhos cheios de lágrima. “Eu disse a ela que a mamãe não estava linda, mas que o cabelo ia voltar.” A resposta do filho mais velho foi surpreendente. “Ele me disse: ‘Você está linda igual a antes’. Desabei de chorar”, recorda Ana Paula. Assim como Debbie Watters, quando terminou o tratamento e viu o cabelo voltar a crescer, a empresária fez uma festa.

Aceitação

A presidente da Abac Luz diz que o maior medo das mulheres que têm câncer é justamente perder o cabelo. “Por isso, é importante lembrá-las que a queda não é definitiva, é algo temporário”, diz. Segundo a oncologista, os fios caem durante a quimioterapia porque a função desse tratamento é destruir as células de rápido crescimento — como as do câncer. Como o cabelo também tem crescimento acelerado, as células capilares são afetadas. Porém, ao fim das sessões, ele volta a nascer normalmente.

“A aceitação da paciente é muito importante, e isso acontece quando o médico explica direitinho o que vai acontecer. Algumas pessoas aceitam bem a peruca, outras preferem amarrar com lenços e echarpes ou usar um chapeuzinho. Isso melhora a autoestima”, diz Luci Ishii. Segundo a médica, enfrentar o período com bom humor vai ajudar a paciente e a família. “Em relação às crianças, elas costumam aceitar muito bem. É importante falar. Tive pacientes cujos filhos não sabem até hoje que as mães sofreram de câncer. Mas a sinceridade é essencial para a própria aceitação”, diz.

Há 10 anos, a professora Vilzenir Ferreira, 55, descobriu que tinha câncer de mama. Na época, os filhos eram adolescentes: 13, 14 e 15 anos. “Fui muito clara com eles. Conversei muito e os preparei. Falei que ia fazer quimio e radioterapia e que meu cabelo ia cair”, conta. Quando a queda começou, ela passou máquina zero na cabeça. “Sou muito católica e lembrava que Deus ia dar meu cabelo de volta”, afirma Vilzenir. Com o apoio dos filhos e dos amigos, a recuperação foi mais fácil. “Todos ajudaram muito. Não se pode omitir nada, a transparência é parte fundamental do tratamento”, afirma a professora, que já está curada do tumor.
 
Autor: Paloma Oliveto
Fonte: Correio Braziliense

5 de agosto de 2010

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS

Em tempos de baixa imunidade nada melhor, do que sentir essas 45 lições.




ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO.




"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:



1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.

4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.

5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.

7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.

8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.

9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.

10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.

11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.

14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.

15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.

16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.

17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.

26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todos.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.

31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.

32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...

33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.

35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.

36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.

37. Seus filhos só têm uma infância.

38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.

39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.

41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor está por vir.

43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.

44. Produza.

45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "

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