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Deixar registrado aqui essa fase da minha vida. Difícil, talvez a pior, mas como tal já passou. Conheço meu inimigo, portanto nunca subestimo o Câncer. Esse mal é traiçoeiro, e como!!! Não valorizo a sua passagem muito menos o seu fantasma. Não deixo de viver um dia sequer, grata a Deus que me concebe, feliz por ser a mulher forte que sou. Ando com Fé, e bola pra frente. A vida não para e eu também não.

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1 de abril de 2013

NOVO TRATAMENTO GENÉTICO CONTRA O CÂNCER É ATIVADO POR COMPRIMIDOS

Um tratamento novo e diferente contra o câncer usa terapia genética para induzir uma resposta imunológica de combate cuja intensidade pode ser controlada com comprimidos. A combinação pode ajudar a adequar o tratamento à resposta individual de cada paciente.

O tratamento usa células do próprio paciente, ou células cancerígenas, para produzir cópias extras de uma molécula natural, que é como um hormônio, chamada interleucina 12 (IL-12), que regula as respostas imunológicas antitumorais. A Ziopharm Oncology anunciou semana passada um estudo clínico para o tratamento de pacientes com câncer de mama. A empresa já está testando a substância em pacientes com melanoma.

Muitos pesquisadores exploraram os métodos que aumentam a resposta natural usada pelo organismo para detectar e atacar células cancerígenas. O controle dessas células destruidoras do sistema imunológico às vezes pode ser um desafio para os pesquisadores. Nos anos 90, pacientes com câncer receberam a IL-12 em um estudo clínico e morreram por causa de seus efeitos colaterais tóxicos.

"A IL-12 é um regulador do sistema imunológico muito potente, que pode produzir muitos efeitos colaterais", afirma Per Basse, médico-cientista da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, e estudioso das células do sistema imunológico e sua capacidade de combater o câncer. "Como clínico, eu gostaria de conseguir ajustar para cima e para baixo [a medicação] e interromper o processo caso a situação não pareça muito boa", afirmou.

Com intuito de evitar os efeitos colaterais perigosos da IL-12, o método da Ziopharm foi desenvolvido para controlá-la usando uma combinação de terapia genética e medicamento de origem química. Para introduzir o gene da interleucina 12, um vírus é injetado no tumor. No início, ele não produz a IL-12 porque permanece inativo. Para ativá-lo, o paciente precisa tomar um comprimido que fornece outra molécula.

O benefício está em poder interromper o uso do medicamento caso o paciente comece a apresentar efeitos colaterais nocivos. "É possível desistir caso o tratamento não dê certo", afirma o diretor-executivo da Ziopharm, Jonathan Lewis.

Uma versão do receptor que controla a descamação dos artrópodes (insetos, aranhas e crustáceos) modificada para determinar se o gene da interleucina 12 está ativo é o elemento fundamental desse método induzível. O gene desse receptor, que também é inserido no corpo por meio de vírus, está sempre ativo, mas a produção da proteína, ou expressão da interleucina 12, é ativada pelo comprimido. O Ziopharm licenciou o método de controle da Intrexon para ser usado em seu tratamento oncológico.

"A capacidade de indução é uma grande ideia, mas o segredo está em conseguir alguma substância que possa ser inserida no tumor", afirma Ralph Weichselbaum, pesquisador de tumores da Universidade de Chicago, que trabalhou em um tratamento contra o câncer induzido por radiação. Atualmente, a Ziopharm injeta vírus com o gene diretamente no tumor dos pacientes, mas Lewis diz que, no futuro, a empresa pretende injetá-los nos músculos. "As células musculares são fábricas de produção de proteínas extremamente eficazes", afirma.

A introdução do vírus em um único tumor gera efeitos sobre outros tumores tanto em animais de laboratório como em humanos. Em estudos com animais, o tumor que recebe a injeção fica maior no início, devido ao acúmulo de células do sistema imunológico causado pela reação à interleucina 12. "Em seguida, ele fica menor e desaparece", afirma Lewis. Isso também ocorre com os tumores que não receberam a injeção: eles crescem, depois encolhem e desaparecem. "Estamos observando a mesma reação em pessoas", afirma Lewis.

Esse método poderá ser usado no futuro para fornecer diversos tratamentos genéticos ao mesmo tempo, afirma Lewis. "Com uma injeção, seria possível controlar três ou quatro proteínas destruidoras de câncer de modos diferentes."


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Susan Young
Do The New York Times

19 de março de 2013

Pare de desconfiar do seu médico após a consulta!

Pesquisa mapeia as principais situações em que a conduta clínica desagrada os pacientes
Qual o principal indicador de que sua consulta médica foi boa: a duração? A disponibilidade do profissional? Para muitas pessoas, a consulta médica só pode ser considerada um sucesso quando o médico solicita diversos exames e prescreve medicamentos. "Do contrário, muitos pacientes já saem da clínica com o telefone nas mãos para agendar outra consulta ou até tomam medicamentos por conta própria", afirma o clínico-geral Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio-Libanês. Excluindo-se casos em que o especialista não é, de fato, qualificado, o resultado disso é o aumento dos custos com a saúde e perda de tempo.

A partir deste cenário, o National Physicians Alliance, nos Estados Unidos, conduziu um estudo com o objetivo de identificar procedimentos clínicos dispensáveis, tornando essas informações públicas para médicos e pacientes. As recomendações listadas foram testadas por 255 médicos e os resultados, publicados no Archives of Internal Medicine.

No Dia do Médico, especialistas brasileiros comentam os principais tópicos analisados pelos pesquisadores e explicam o que está por trás das conclusões. Use a lista na sua próxima consulta e evite desconfianças fora de hora.
  • Criança com dor de garganta - Foto Getty Images
  • Radiografia - Foto Getty Images
  • Mulher segurando cartelas de remédio - Foto Getty Images
  • Homem fazendo eletrocardiograma - Foto Getty Images
  • Jovem no ginecologista - Foto Getty Images
  • Criança com infecção de ouvido - Foto Getty Images
  • Exame de urina - Foto Getty Images
  • Criança com asma - Foto Getty Images
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Criança com dor de garganta - Foto Getty Images

Recomendação 1: Dispensar antibióticos para dor de garganta ou sinusite leve e moderada

"Antibióticos são medicamentos que têm poder de ação contra bactérias e a maioria das dores de garganta e sinusites são desencadeada por agentes virais, o que torna seu uso desnecessário", afirma o pediatra Sulim Abramovici, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com o especialista, um bom exame clínico e o acompanhamento do paciente já dão indícios do tipo de infecção ao qual o paciente está exposto. O mau uso de antibióticos faz com que aconteça uma seleção natural de bactérias mais fortes no organismo, favorecendo infecções mais graves.
Radiografia - Foto Getty Images

Recomendação 2: Não pedir exames radiografias para reafirmar o diagnóstico

Embora a prevenção seja sempre a melhor saída, o slogan também tem suas exceções. Uma delas é em relação a exames do tipo radiológico. "Se o paciente não apresenta fatores de risco que indiquem a possibilidade de problemas, ele poderá ser exposto à radiação do exame gratuitamente", afirma o clínico-geral André Negrão, do Hospital e Maternidade São Luiz. O procedimento é bastante comum em casos de lesões na cabeça de crianças e dores nas costas. Entretanto, cabe ao médico avaliar se houve queda, durante quanto tempo o paciente tem apresentado aquele sintoma, entre outras características, para determinar se o risco do exame é fundamental para o diagnóstico ou se apenas faz parte da chamada "medicina defensiva".
Mulher segurando cartelas de remédio - Foto Getty Images

Recomendação 3: Sair da consulta sem prescrição e medicamentos

Muitos problemas de saúde podem ser contornados somente com repouso, alimentação saudável e a ação do sistema imunológico. Mas muitos pacientes não se conformam em sair de uma consulta sem receita para comprar medicação. Resultado: vão direto á farmácia em busca de fórmulas que podem ser adquiridas sem controle. De acordo com o clínico-geral Alfredo, medicamentos para gripe e tosse, por exemplo, vendidos sem a exigência de receita médica não são eficazes. Isso porque a maioria dos problemas que envolvem as vias respiratórias é limitada, dispensando o uso dessas drogas que costumam ser sedativos, anti-inflamatórios ou vasoconstritores. Há ainda o perigo de efeitos colaterais. Por isso, siga as instruções passadas pelo profissional.
Homem fazendo eletrocardiograma - Foto Getty Images

Recomendação 4: Isentar pacientes cardíacos de baixo risco da realização de eletrocardiograma

"O eletrocardiograma é uma fotografia e não um filme, ou seja, mostra a atividade elétrica do coração no momento do exame", explica o clínico-geral André. Assim, a chance deste exame apontar algum problema em um paciente sem histórico familiar e que passou alguns minutos sentado na sala de espera e que está, portanto, relaxado é mínima. O quadro muda apenas quando o paciente apresenta fatores de risco ou vai ao médico com dor no peito.
Jovem no ginecologista - Foto Getty Images

Recomendação 5: Livrar jovens até 21 anos ou mulheres que fizeram histerectomia do papanicolau

O papanicolau é um exame ginecológico realizado para prevenir o câncer de colo do útero. A medicina baseada em evidências mostra, entretanto, que o risco de uma jovem ter câncer de colo de útero é extremamente baixa. "A não ser que ela tenha histórico familiar da doença ou uma vida sexual bastante ativa e com diferentes parceiros, portanto, o exame acaba sendo dispensável", afirma o clínico-geral Alfredo. O papanicolau também não precisa ser solicitado para mulheres que passaram pela cirurgia de histerectomia ou retirada do útero por motivos óbvios, mas muitas vezes entra na lista de exames solicitados pelo médico.
Criança com infecção de ouvido - Foto Getty Images

Recomendação 6: tratar uma infecção de ouvido infantil em estágio inicial

"Infecções de ouvido com secreção são extremamente comuns em crianças e costumam se resolver sozinhas", afirma Sulim. O ideal é acompanhar o caso criteriosamente antes de indicar antibióticos ou intervenções cirúrgicas, que incluem a colocação de um tubo de drenagem.
Exame de urina - Foto Getty Images

Recomendação 7: Controlar pedidos de exame de urina em adultos saudáveis sem sintomas

Segundo o clínico-médico André, um dos problemas que tem apresentado cada vez mais resistência aos tratamentos disponíveis é a infecção urinária. "Isso porque, muitas vezes, exames de urina de adultos saudáveis e sem sintomas acusam a presença de uma bactéria típica da flora intestinal e conhecida por gerar infecções", explica. Isso não indica, necessariamente, um problema. É comum a bactéria estar presente na urina sem, com isso, estar agredindo nosso organismo. Mesmo assim, muitos profissionais acabam receitando antibióticos, fazendo com que haja seleção de bactérias mais fortes.
Criança com asma - Foto Getty Images

Recomendação 8: Receitar bombinhas de asma com corticoesteroides

Apesar do medo da população em relação às bombinhas de asma, elas são fundamentais para prevenir crises da doença. "A correta prescrição e o uso da terapia inalatória reduz e muito as visitas aos serviços de prontos-socorros", explica Sulim. Casos recorrentes de asma pedem o uso de bombinhas para controlar a crise.
Fonte.:  WWW.MINHAVIDA.COM.BR  POR lAURA tAVARES
 
 
 
 

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